Ocultarei nomes para que sejam resguardados as identidades e as privacidades.
Me disse um intelectual amigo meu:
"Achei casualmente esta questão, proposta pelo ******, há uns tres anos atrás, que acabou vindo parar no meu email, naquela época:
'Por que é tão comum que as pessoas com tendência à esquerda manifestem também uma tendência para o relativismo filosófico, moral e religioso? Podem verificar: quase todos (senão todos) os esquerdistas e simpatizantes desconfiam e até ridicularizam a existência de verdades absolutas; são favoráveis ao aborto, à eutanásia, a pesquisas com células-tronco e a outros temas polêmicos da ética e da bioética; e defendem o pluralismo (relativismo) religioso, segundo o qual todas as religiões são equivalentes. Alguém teria uma pista para solucionarmos esse enigma?
******'
O que você lhe diria?"
Respondi:
"Olá *******! Eu diria que concordo com ele. Porém a questão não deve se esgotar aí nesse ponto. Diria para ele me dar a honra de ler o meu artigo "Carta aos jovens pensadores cristãos", publicado no endereço http://www.emynetto.blogspot.com de 01/04/2008. E gostaria de me por à disposição, para diálogos profícuos. Um abraço, Emy Neto."
A questão continuou:
"Emy, mandei essa pergunta para uma amiga, e ela fez a seguinte correção/observação:
'Por que é tão comum que grande parte das pessoas que adotam o relativismo filosófico, moral e religioso tendam para a esquerda?'
Abçs.........".
Respondi assim:
"Olá! Diria a mesma coisa: a questão não deve se limitar à esse ponto. Sim, porque o pensamento dito "de esquerda" tem em suas origens, em suas raízes, conceitos filosóficos que tendem aos relativismos de diversas matizes. Porém, essa ainda é uma visão estreita, uma abordagem estreita, pelo simples fato de haver outras coisas (incluindo coisas políticas) que tem o mesmo problema. Enfim, só dá ideólogo hoje em dia *******, em todo lugar. Um abraço, Emy Neto."
Penso, deliro, especulo: talvez haja, hodiernamente, uma tendência ao sectarismo.
Emy Neto.
19 Abril, 2008
TROCA DE E-MAILS.
13 Abril, 2008
DELÍRIOS ! DESABAFOS.
Huummm...será que...será que um Professor pode desabafar sem ter que se preocupar com a lógica e com a coerência e com o conteúdo? É lícito? É ético? É moral? É legal?
Eu acho que pode. E se pode então... vou me esbaldar!
Lógica? Para quê? Quem usa isso hoje em dia?
Meus alunos assitem novela e, na novela das oito horas, na TV Globo, o personagem principal, Juvenal Antena, interpretado por Antônio Fagundes, personagem este que é um miliciano (Veja você! Um personagem principal que é um miliciano. E o próximo personagem principal? O que será? Um traficante?), faz campanha política com o seguinte slogan : "Juvenal, este mata a cobra e mostra o pau!". Risos e + risos...
Meu DEUS, meu DEUS! Se ele mata a cobra e mostra o pau, então, ele não faz nada! NADA! Ele é um candidato que assume publicamente que não faz nada e, se este é seu slogan de campanha a um cargo público, então, ele também está dizendo que NADA IRÁ FAZER depois de eleito!
Isto porque, quando eu era criança pequena lá em Campos, meu avô me dizia que quem mata uma cobra de seis metros e meio tem que mostrar é a cobra morta, pois aí sim, ele terá mostrado que realizou um feito e tanto. Mas, se ao contrário, ele mostrar um pau, esse pau ele pode ter encontrado no meio do caminho e pode muito bem ter inventado a estória de ter matado a cobra de seis metros e meio! Por isso é que lá pelas bandas do interior, quando se quer "pilhar" um indivíduo mentiroso e que nada faz, e que só tem "papo" e "garganta", se diz que esse cidadão é do tipo que "mata a cobra e mostra o pau"!
DEUS MEU! DEUS MEU! Quem escreve essa novela? Ele não teve avô? Não conhece ditados populares? Seus redatores e seus roteiristas ganham quanto por mês para deixar passar isso?
Quanto? Credo em cruz!
E os meus alunos quando ouvem falar de "moral"? Já viu a reação de um deles quando ouvem essa palavra? E dos pais deles? Até que os pais não se assustam muito não, mas se escandalizam quando ouvem "moralismo". Sério! Mas sabe porque? Linguagem. Contração de palavras e de frases. E muito pouca leitura.
Há uns cinqüenta anos atrás, pouco mais, pouco menos, ainda havia duas disciplinas, em Colégios Católicos e alguns Colégios não-Católicos (e em Seminários Teológicos e Faculdades de Filosofia e Direito) chamadas TEOLOGIA MORAL e FILOSOFIA MORAL.
Ensinavam o dever-ser, o comportamento individual correto, os valores que deveriam ser seguidos e buscados e o porquê disso tudo. Tudo com seu porquê.
Pois bem: os especialistas em Moral, sejam filosóficos ou teológicos, eram chamados de Moralistas.
Bom, dito isto, quando um indivíduo não seguia o que professava, não casava Teoria com Práxis, o que se dizia para ele? Se dizia : "Não me venha com lições de Moral, seu falso Moralista"!
Ou : "Não venha me dar lições de Moral, seu falso Moralista"!
Lições de Moral. Falso Moralista!
Meu DEUS. Eu faço 43 anos em agosto de 2008. Será que só eu cheguei a pegar essas frases completas aí de cima? Só eu ouvi isso? Será que todos os pais de alunos só ouviram : " Não vem para cima de mim não, seu moralista!"? Falando e usando um termo inapropriadamente, "ouvindo o galo cantar e não sabe onde"? Sem saber de onde veio a tal palavra e a tal frase e o porquê delas terem sido criadas e usadas? Isso porque existia o Verdadeiro Moralista! Havia o Falso e o Verdadeiro! Havia quem pregava e cumpria e quem pregava e não cumpria.
Mas, hoje é só sinônimo de hipocrisia e de quem quer ditar regras para os outros.
E o que mais vejo são pais e alunos mal-educados.
Meu DEUS. Será que esta havendo um "emburrecimento" e uma "idiotização" planetária, tal como no filme IDIOCRACY?
Será o filme IDIOCRACY uma profecia?
Deus me livre e guarde.
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